Friday, February 27, 2009

Movida à música



Comecei a perceber alguns padrões de conduta em mim que me fizeram escrever esse texto sobre a minha relação com a música. Tenho 107 vídeos adicionados no Orkut. Até este momento. Fechei a janela do youtube, minha TV, para não adicionar mais. As faturas dos meus cartões de crédito é 87% de compra de DVDs, alguns ainda no plástico. Tenho 5 mp3 players e todos com capacidade quase esgotada. E percebi que o meu blog tem mais posts com dicas de vídeo do que com poesias ou textos meus.

Sou “movida à música”. Vai ver que é por isso que meu falecido celular da Vivo era Sony Ericsson. Sim, perdi meu celular. Aliás, perderam pra mim, mas já providenciei outro. E pasmem... com mp3 player lógico! Durmo e acordo ouvindo música. Não importa qual. Confio no meu gosto. Tirando Cláudia Leite, só ouço em minha casa músicas com as quais eu me identifico. Acho que é de família isso de gostar de música. Meu pai não se separa do seu ipod. E eu já faço gosto ao coroa quando apresento algo que ele ainda não conhece.

Desde pequena eu me conheço assim. Meu mais antigo registro na casa de meu avô, em João Pessoa, é gravando uma fita cassete no inovador aparelho de som com microfone. “Pai, deixa eu cantar mais uma!”... e assim ia eu arriscar a minha performance de Dona, do Roupa Nova. Aos 6 anos de idade. Fofinha e ritmada. Depois, ganhei uma radiola amarela que hoje vale um bom dinheiro. Não parava de rodar.

Não lembro com quantos anos ganhei o meu primeiro Gradiente. Foi a minha redenção, para o desespero dos meus pais. Como imaginei shows da Xuxa. Eu como paquita claro, mesmo que na época só loiras pudessem trabalhar com a rainha dos Baixinhos. Não importa, na minha imaginação artística, eu era a paquita mais querida, justamente por ser morena. E até hoje canto na frente do espelho. Mas trabalho, tenho permissão pra dirigir e não rasgo dinheiro.

Minha mãe diz: “essa menina, desde pequena, que fica cantando no carro”. Adoro cantar no meu carro. Esqueço dos motoristas ao lado. Canto mesmo. Pra começar o dia, música alegre. Pra voltar do trabalho, música calma. Cada ocasião, uma música. E canto com quem estiver dentro. Banho¿ só com música. Quando eu morava com meus pais, arrastava meu microsystem pro banheiro. Agora que moro só, ligo o home. E canto.

Trabalho ouvindo música. Só me concentro assim. Há uns 2 meses não sei o que é televisão. Não vi ainda o BBB, perdi o último capítulo de A Favorita e só conheço a nova novela das oito por causa dos comentários dos amigos. Em casa, fico com os meus DVDs. Adoro presentear meus amigos com descobertas. Gravo CDs e distribuo. Acho até que sou chata às vezes com essa história de garimpar novas canções. Mas foi assim que eu conheci Amy no final de 2007.

Pra mim, não existe dia sem música. Blues, Jazz, Pop, MPB, Reggae, Stefhany... não importa. Deus me fez com meus ouvidos perfeitinhos e eu aproveito. E estou aceitando indicações, tá...

K

[vídeo da banda Beirut - indicação de uma pessoa que também gosta pouco de música e que deixou de acreditar em papai Noel porque não ganhou um primeiro gradiente]. ;-)

POstado em 11/02/2009

1 comment:

Saulo Marx said...

muito engraçado kkkkkkkkk. me divertir muito lendo esse texto. voltarei mais vezes.
ha! quando eu era pequenininho eu tbm fiz gravações com meu pai e minha tia. a fita k7 não pesta mais pra nada [de tanto eu ouvir, acho].

vc ja ouvio 'totonho e os cabras'? ele é paraibano, de monteiro. vc falou de joão pessoa e tal.

ha! só isso mermo. xaus